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O presidente Lula afirmou nesta sexta (29) que o governo brasileiro vai combater o crime organizado internamente e que não aceitará intervenções internacionais, após os Estados Unidos anunciarem a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras. Ele disse que não vai aceitar “ser tratado como moleque” detonou Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo de “traidores” por conspiração contra o Brasil.
“Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, afirmou Lula. Ele destacou que as facções são terroristas apenas para as populações afetadas, mas que o combate será conduzido pelas autoridades brasileiras.
“Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a Lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden… e nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá”, prosseguiu.
O presidente citou casos específicos, como o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, foragido nos EUA após condenação, e o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, que está foragido. “Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado, me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, afirmou.
“Não aceitamos ser tratados como moleques, nós não aceitamos ser tratados como se fosse uma republiqueta”, apontou, antes de citar a viagem de Flávio Bolsonaro (PL) para conspirar contra o país nos Estados Unidos.
“Ele estava preparado para ajudar um filho de bolsonarista que é candidato à eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, acrescentou.

