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O Mundo É Um Moinho: Escalada entre EUA, Israel e Irã amplia risco de conflito regional

Mar 09, 2026

Por Camila Bezerra, no GGN                                                                          

 

Crédito: Reprodução/ Youtube TV GGN

A escalada militar envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos reacendeu o debate internacional sobre o risco de um conflito de grandes proporções no Oriente Médio. O cientista político Pedro Costa Jr., o professor Rashmi Singh e o pesquisador do Centro de Estudos Geoestratégicos Lucas Leiroz avaliaram que o confronto atual vai muito além de uma disputa regional e está inserido em uma disputa global por poder e influência.

A pergunta que tem dominado discussões diplomáticas e acadêmicas é direta: o mundo caminha para uma guerra mais ampla? Segundo especialistas, embora o Irã esteja enfrentando o conflito de forma direta, o país não está isolado no cenário internacional. Potências como Rússia e China mantêm relações estratégicas com Teerã, oferecendo apoio econômico, tecnológico e militar indireto.

Interesses globais

A cooperação entre Rússia e Irã ganhou novo impulso após a assinatura, em 2025, de um acordo estratégico nas áreas militar e tecnológica. A parceria inclui cooperação em armamentos e sistemas de defesa, além do uso de drones iranianos no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Já a China mantém uma relação econômica central com o Irã, sobretudo por meio da compra de petróleo. Apesar das mais de mil sanções internacionais impostas ao país persa, Pequim continua adquirindo petróleo iraniano a preços reduzidos, o que garante vantagem competitiva para sua indústria.

O território iraniano também é considerado estratégico para a iniciativa global chinesa conhecida como Iniciativa Cinturão e Rota, projeto lançado em 2013 pelo presidente Xi Jinping para integrar economicamente Ásia, Europa e África por meio de rotas comerciais terrestres e marítimas.

Tabuleiro global

Nesse contexto, os especialistas avaliam que uma derrota do Irã significaria um golpe direto no eixo geopolítico formado por Rússia, China e seus aliados.

Além da cooperação econômica e militar, esses países também participam de fóruns multilaterais que buscam ampliar a influência política fora do eixo ocidental, como o BRICS e a Organização para Cooperação de Xangai, que reúne diversas potências da Eurásia.

Para os participantes do programa O Mundo É Um Moinho, o objetivo estratégico de Washington seria conter o avanço chinês no sistema internacional. Nesse cálculo geopolítico, enfraquecer o Irã significaria atingir diretamente um parceiro-chave de Pequim e Moscou.

Conflito previsível

Especialistas em segurança internacional afirmam que a escalada atual era amplamente prevista. Nos últimos anos, episódios sucessivos de ataques e represálias elevaram gradualmente o nível de tensão entre Israel e Irã.

Entre os precedentes citados estão confrontos militares diretos e uma série de operações retaliatórias que culminaram em conflitos mais intensos ao longo de 2024 e 2025.

A morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, apontada durante o programa como um fator central da crise atual, teria sido interpretada por Teerã como uma tentativa de provocar colapso político interno. No entanto, o resultado foi o oposto: a ação fortaleceu o nacionalismo e consolidou o apoio interno ao regime.

Nova estratégia militar iraniana

Outro ponto destacado pelos analistas é a mudança na estratégia militar iraniana. Ao contrário de conflitos anteriores, a resposta atual foi imediata e atingiu múltiplos alvos na região, incluindo bases militares e infraestruturas estratégicas associadas a aliados de Israel.

Além disso, Teerã passou a utilizar drones e armamentos de baixo custo para pressionar sistemas de defesa avançados, criando uma dinâmica em que equipamentos baratos podem gerar custos elevados para os adversários.

Especialistas também apontam que ataques a refinarias, oleodutos e instalações energéticas em países do Golfo indicam uma estratégia de pressão econômica regional.

Impacto regional

A expansão dos ataques para além do território israelense afetou diretamente países do Golfo, incluindo Catar, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein, onde estão localizadas bases militares e importantes infraestruturas energéticas.

Esses países, aliados estratégicos dos Estados Unidos, tornaram-se peças centrais no conflito, já que abrigam instalações militares e sistemas logísticos usados em operações na região.

Para analistas, os ataques representam uma mensagem direta do Irã: qualquer país que apoie operações militares contra Teerã poderá se tornar alvo.

Risco de escalada

Apesar da intensificação das hostilidades, especialistas afirmam que uma guerra mundial ainda não é inevitável. No entanto, alertam que o conflito atual possui potencial para ampliar a instabilidade global, sobretudo devido à presença indireta de grandes potências e à importância estratégica da região para o mercado energético.

Com interesses econômicos, militares e geopolíticos interligados, o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos se consolidou como uma das crises mais complexas da política internacional contemporânea. E seu desfecho poderá redefinir o equilíbrio de poder no sistema global.

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