China defende soberania latino-americana e critica ingerência dos EUA

Mai 28, 2026

Por Davi Molinari, no Vermelho

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi | Foto: Reprodução

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou, na quarta-feira (27), que os países da América Latina devem ter autonomia para escolher seus próprios caminhos e parceiros, sem a interferência de terceiros. A declaração, registrada em comunicados oficiais da chancelaria chinesa, ocorre em um cenário de crescente pressão dos Estados Unidos para manter e ampliar sua influência na região, frequentemente exercida por meio de medidas unilaterais e restrições a investimentos estrangeiros.

Durante coletiva anual de imprensa em Pequim, realizada em 8 de março de 2026, Wang Yi enfatizou que os recursos da América Latina pertencem aos próprios povos. O chanceler sustentou que a cooperação entre a China e as nações latino-americanas é pautada pelo apoio mútuo entre países do Sul Global, assegurando que Pequim não realiza cálculos geopolíticos, não intervém em assuntos internos e não exige que as nações escolham lados em disputas internacionais.

A postura chinesa reitera o princípio de não interferência, um pilar da diplomacia do país para a região. Segundo o chanceler, a parceria sino-latino-americana não é dirigida contra terceiros, devendo, portanto, estar livre de ingerências externas que busquem limitar a soberania dos países da região. Essa diretriz também consta no 3º Documento sobre a Política da China para com a América Latina e o Caribe, publicado em dezembro de 2025, que formaliza o compromisso de Pequim com o benefício mútuo e a cooperação em setores estratégicos como infraestrutura e finanças.

Desde o primeiro documento sobre o tema, em 2016, a China apresenta a América Latina como uma parceira estratégica de longo prazo, defendendo relações baseadas na igualdade e no desenvolvimento compartilhado. Essa estratégia integra um projeto mais amplo de fortalecimento do Sul Global e da construção de uma ordem internacional considerada mais justa, opondo-se ao que Pequim classifica como hegemonismo e unilateralismo.

 

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou, na quarta-feira (27), que os países da América Latina devem ter autonomia para escolher seus próprios caminhos e parceiros, sem a interferência de terceiros. A declaração, registrada em comunicados oficiais da chancelaria chinesa, ocorre em um cenário de crescente pressão dos Estados Unidos para manter e ampliar sua influência na região, frequentemente exercida por meio de medidas unilaterais e restrições a investimentos estrangeiros.

Durante coletiva anual de imprensa em Pequim, realizada em 8 de março de 2026, Wang Yi enfatizou que os recursos da América Latina pertencem aos próprios povos. O chanceler sustentou que a cooperação entre a China e as nações latino-americanas é pautada pelo apoio mútuo entre países do Sul Global, assegurando que Pequim não realiza cálculos geopolíticos, não intervém em assuntos internos e não exige que as nações escolham lados em disputas internacionais.

A postura chinesa reitera o princípio de não interferência, um pilar da diplomacia do país para a região. Segundo o chanceler, a parceria sino-latino-americana não é dirigida contra terceiros, devendo, portanto, estar livre de ingerências externas que busquem limitar a soberania dos países da região. Essa diretriz também consta no 3º Documento sobre a Política da China para com a América Latina e o Caribe, publicado em dezembro de 2025, que formaliza o compromisso de Pequim com o benefício mútuo e a cooperação em setores estratégicos como infraestrutura e finanças.

Desde o primeiro documento sobre o tema, em 2016, a China apresenta a América Latina como uma parceira estratégica de longo prazo, defendendo relações baseadas na igualdade e no desenvolvimento compartilhado. Essa estratégia integra um projeto mais amplo de fortalecimento do Sul Global e da construção de uma ordem internacional considerada mais justa, opondo-se ao que Pequim classifica como hegemonismo e unilateralismo.

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